Cases - Tecniplas exporta tanques de PRFV para a Argentina

Reservatórios serão instalados na planta de celulose da Arauco

Tecniplas exporta tanques de PRFV para a Argentina

Tecniplas exporta tanques de PRFV para a Argentina

A Tecniplas, referência brasileira em tanques e equipamentos especiais em compósitos de PRFV (Plástico Reforçado com Fibras de Vidro), acaba de despachar dois reservatórios para a Argentina. Os tanques serão instalados na fábrica de celulose que a Arauco opera na cidade de Puerto Esperanza, na Província de Misiones.

Com 13,5 m de altura e 4,5 m de diâmetro, o tanque de maior dimensão foi projetado para armazenar até 200 m³ de dióxido de cloro – pressão de -8" WG (vácuo). “Um dos seus diferenciais é o fato de dispor de isolamento térmico garantido por chapas de poliuretano”, detalha Luís Gustavo Rossi, diretor da Tecniplas. 

Já o segundo reservatório – 11,3 m de altura, 4 m de diâmetro e 135 m³ de capacidade – será utilizado no armazenamento de cloro, solução de clorato e hipoclorito de sódio a uma temperatura de 80 ºC e sob pressão atmosférica. “Seu projeto construtivo contempla uma inclinação interna de 2%, o que possibilita o esgotamento rápido e seguro do tanque”. 

Ambos foram produzidos em peça única, a despeito das dimensões, e contam com uma série de bocais e acessórios, o que tornou ainda mais complexa a fabricação. Fornecidos com data books e memórias de cálculo estrutural, os reservatórios fabricados pela Tecniplas estão aptos a resistir a cargas de vento de até 45 m/s (162 km/h), conforme a ABNT NBR 6123. 

Durante a fabricação dos tanques, lembra Rossi, a Arauco fez uma série de inspeções na fábrica da Tecniplas em Cabreúva, no interior de São Paulo. “Nosso processo fabril e sistema de qualidade foram aprovados sem ressalvas pela Arauco, que nos homologou como fornecedora estratégica das plantas situadas na Argentina e no Chile”. De capital chileno, a empresa tem equipamentos da Tecniplas operando ininterruptamente desde a década de 1990. 

Em 2018, as exportações responderam por 22% do faturamento da Tecniplas. Para este ano, Rossi acredita que essa fatia tende a ser ainda maior, em função dos grandes projetos que estão para acontecer na América Latina. “Daí levando em conta não só o setor de celulose e papel, mas também de mineração e químico”, completa.